
Suave é a noite, assim como a brisa que
acaricia meu rosto molhado de lágrimas
Que deslizam inocentemente de meus olhos.
Há um grito preso em mim,
Um nó que me vêm à garganta
E me impede de sorrir livremente.
Olho para o nada
Por trás de meus olhos castanhos,
De minhas mãos ágeis de poeta,
De meu riso solto no ar, há um
Não sei que, de desassossego,
De raiva, de solidão...
Quero gritar, mas quem poderá me ouvir?
Enquanto todos dormem e pensam
O quanto felizes são
Eu tento entender por que o meu pôr-do-sol no horizonte
Não é dourado, ou por que
As minhas manhãs são cinzentas
E pesadas demais para se suportar.
Quero um abraço, mas quem poderá me envolver?
Estou embriagada em minhas próprias lágrimas;
Me torturo neste silêncio
E destilo minhas lágrimas nestes versos insólitos e, talvez, vazios
Para que alguém sinta
Um pouco da dor que sinto
E que me destrói, matando-me aos poucos...
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