quarta-feira, 28 de abril de 2010

“Quer saber como eu sou para me aceitar?
Vou me fazer conhecer melhor por você.
(...) Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calmo e perdôo logo.
Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre.
Sou paciente mas profundamente colérico, como a maioria dos pacientes.
(...)Gosto muito das pessoas por egoísmo: é que elas se parecem no fundo comigo.
Nunca esqueço uma ofensa, o que é uma verdade, mas como pode ser verdade, se as ofensas saem de minha cabeça como se nunca nela tivessem entrado?
(...)Outra coisa que esqueci é que há outra alusão em mim – a do mundo grande e aberto.
(...) apesar do meu ar duro, sou cheio de muito amor e é isso que certamente me dá uma grandeza, essa grandeza que você percebe e de que tem medo.”

[lispector - um aprendizado ou o livro dos prazeres]

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